Presidente do CRO-RO fala sobre doenças contraídas em clínicas clandestinas

Presidente do CRO-RO, Luiz Fernando Rodrigues Rosa

Hepatites, Aids, tuberculose e câncer. Estas são algumas doenças que podem ser contraídas em clínicas clandestinas de atendimento odontológico, a exemplo das nove denunciadas que funcionavam no município de Machadinho do Oeste. De acordo com o presidente do Conselho Regional de Odontologia – CRO, Luiz Fernando Rosa, a atenção é principalmente dos usuários, que devem estar atentos aos procedimentos realizados. “As pessoas também devem desconfiar de clínicas escondidas e com preço muito em conta”, explica.

Luiz Fernando conta que nas falsas clínicas fiscalizadas recentemente foram encontrados equipamentos enferrujados, extrações de dente no lixo e próteses que são feitas sem nenhum cuidado ou medida. “Nós encontramos diversas irregularidades que são de assustar. Por isso que orientamos principalmente os usuários a tomarem cuidado com este tipo de clínica. Não vale a pena se arriscar pelo fato de ser mais barato”, afirma.

Infecção

O dentista cita o exemplo de um paciente que pode realizar uma extração de um dente de forma mal feita e causar uma infecção bactericida, este paciente pode vir a ter um ataque cardíaco dois dias depois, é o tempo em que a bactéria se manifesta, sem saber que o motivo foi a extração mal sucedida.

As próteses oferecidas pelos clandestinos são feitas sem nenhum tipo de estudo prévio da boca do paciente. De acordo com o presidente do Conselho, uma prótese mal adaptada pode causar prejuízos na arcada dentária, causar lesões que futuramente tornam-se até um câncer.

Legislação não prevê punição rigorosa

As fiscalizações são feitas de forma rotineira ou quando há alguma denúncia. “O profissional só pode atuar se oferecer condições de higiene e se tiver inscrito no Conselho Regional de Odontologia, caso contrário a prática é ilegal.

O exercício ilegal da profissão põe em risco a saúde das pessoas, onerando o estado com tratamentos posteriores no serviço de saúde, relata.

Fernando conta que existem muitos falsos dentistas que aplicam golpes em várias cidades e estados.

Impostores

E mesmo após serem “pegos” pela fiscalização mudam de local e voltam a realizar o crime. O dentista acredita que os impostores voltam a atuar, pois, as leis não são tão rígidas para este tipo de crime.

Prejuízos
“Nestes casos os clandestinos prejudicam a saúde, mas não chegam a matar ninguém, por isso que as penas são mais leves e eles voltam rapidamente à sociedade”, ressalta. Luiz Fernando justifica que o Conselho não pode atuar na execução da Lei, pois, cabe ao órgão competente aplicar as punições devidas.

Autor: O Estadão do Norte